Sexta-feira, 7 de Março de 2008

Museu do Fumador (França)

Le Musée du Fumeur



Le musée du Fumeur
7 rue Pache
75011 Paris
(Métro Voltaire, sortie Roquette)
Tél. (+33) 01 46 59 05 51
Tél. (+33) 01 43 71 95 51
Fax (+33) 01 43 73 24 35
• Ouvert tous les jours (sauf lundi) de 14h à 19h
• Entrée : 4 euros / T.R. 3 euros
• Entrée libre à la librairie-boutique
• Fermé le 25 décembre, le 1er janvier et le 1er mai
• Fermé la 1re semaine de janvier et du 30 juillet au 20 août inclus


Exibir mapa ampliado

Não se iludam, camaradinhas. Aposto que nem neste museu é permitido fumar. Mas vá lá. A gente respira fundo e aguenta uma meia horita sem respirar, lá dentro.

Créditos pela boa nova ao excelente blog do companheiro pintor Fernando Campos, do blog Sítio dos Desenhos.

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"O Sítio do Fumador"

Quinta-feira, 6 de Março de 2008

Arqueologia da fumaça - IV


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Companheiros, vocês ponham os olhinhos nisto. Um anúncio da Philip Morris com mais de oito minutos, oito!

Nele se diz, entre outras pérolas com mais de cinquenta e tal anos, que aquela marca é excelente para a saúde em geral e para o catarro em particular! Que não dá ressaca! Que abre o apetite (e fecha-o, se um gajo for gordo). Que um porradal de médicos e cientistas estudaram, analisaram, espiolharam o tabaquito lá da fábrica e acharam aquela merda espantosa, excelente, um primor, mesmo a calhar para casos de tuberculose, rouquidão, calos, piorreia, queda do cabelo, mamas descaídas, hemorroidal, inveja e mau-olhado.

Pessoal, é de ver. Já está na Galeria, pois claro. Porra. Que documento. Como dizia o outro: 'tou marabilhado.

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Terça-feira, 4 de Março de 2008

Arqueologia da fumaça - III



Equinócio

Chega-se a este ponto em que se fica à espera
Em que apetece um ombro o pano de um teatro
um passeio de noite a sós de bicicleta
o riso que ninguém reteve num retrato

Folheia-se num bar o horário da Morte
Encomenda-se um gin enquanto ela não chega
Loucura foi não ter incendiado o bosque
Já não sei em que mês se deu aquela cena

Chega-se a este ponto Arrepiar caminho
Soletrar no passado a imagem do futuro
Abrir uma janela Acender o cachimbo
para deixar no mundo uma herança de fumo


Rola mais um trovão Chega-se a este ponto
em que apetece um ombro e nos pedem um sabre
Em que a rota do Sol é a roda do sono
Chega-se a este ponto em que a gente não sabe


DO TEMPO AO CORAÇÃO, GUIMARÃES EDITORES, LISBOA, 1966, P. 31
David Mourão Ferreira

«David de Jesus Mourão-Ferreira nasceu em Lisboa em 1927 e faleceu, na mesma cidade, em 1996. Frequentou a Faculdade de Letras de Lisboa onde se formou em Filologia Românica. Foi professor desta mesma Faculdade.

David Mourão-Ferreira distinguiu-se como poeta, professor e deixou uma obra considerável a nível da crítica literária.»



Fonte (copy/paste): A Poesia Eterna, por Marco Dias.

Imagem (autoria desconhecida) alojada no site Janela Urbana.

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Domingo, 2 de Março de 2008

A beleza emudece





Imagem de Sofia (em Imeem)

Galeria de som, vídeo e imagem (em construção).

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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007

Smintair: Smoker's International Airways