Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

Confirmação e Pontuacão - 3


Pizza na Brasa - Oeiras
Av. Pedro Álvares Cabral, 29
(perto da Estação C.P. de Santo Amaro de Oeiras)
2780 Oeiras
Telefone: 21 440 00 10
http://www.pizzanabrasa.pt/


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  • Sala para fumadores: minúscula, espécie de sala-de-espera, logo à entrada de um espaço que, por acaso, tem pelo menos três salas independentes; cerca de 16 lugares, mas em apenas duas de filas mesas; ou seja, pode-se levar com gente na nossa mesa ou com os cotovelos das pessoas ao lado.
  • Instalações: uma treta; a "sala para fumadores" sequer é separada fisicamente; tem uma estante a meia altura, e é tudo. O resto das salas (para não fumadores) não têm nada que se possa comentar; bem, talvez o aspecto industrializado e cacofónico.
  • Serviço: mau, lento, caótico. Por coincidência, os empregados são quase todos, se não todos mesmo, brasileiros. O que não deixa de ser estranho, como já aqui referi; não é costume...
  • Preço de jantar (uma pizza média, para levar) para duas pessoas: 19,30 € Euros. Esperámos quase meia hora por dois lugares nas "baias" para fumadores; quando vimos que não havia hipótese, a não ser talvez lá pelas 5 da madrugada, levámos aquilo numa caixa de cartão e fomos comer para casa.
  • Ambiente: os fornos (daí a "brasa") ficam logo à entrada; ao fundo, umas casas-de-banho decadentes; entre uma coisa e outra, ao longo de um corredor, as tais três salas separadas; duas destas estavam absolutamente vazias; na terceira, junto à porta de entrada, e se calhar para misturar os diversos fumos, tudo cheio, frenético, aos berros; miúdos (filhos de fumadores e filhos de não fumadores) brincam às escondidas por tudo quanto é sítio, incluindo por baixo das mesas e por cima de cadeiras e sofás. Nos pouquíssimos lugares para fumadores, um par de amigas e três casais fumam, contínua, longa, lânguida e despreocupadamente, apesar de verem à frente dos seus irritantes narizes uma data de pessoas à espera de lugar.
  • Comida: na lista, a coisa dizia "pizza à transmontana". Bem, digamos que aquilo tinha tanto de "transmontano" como um pratinho de caracoletas assadas. Com a diferença de que as caracoletas são geralmente tragáveis e aquilo nem por isso; só à custa de muito "apetite" (eufemismo para fome canina) é que aquele pedaço de pão sem fermento e com uns restos por cima pode ser deglutido. Mesmo com a "maravilhosa" oferta de uma Coca-Cola e uma cerveja, ou seja, bebidas incluídas no preço da pizza, convenhamos que os quase 4 contos dos antigos me custaram bastante a pagar. Para detalhes mais tétricos, é aqui: a pizza estava fria, queimada num lado e crua no outro. Safou-se a Coca-Cola.

Não há muito, de facto, a dizer a respeito daquela casa. É um daqueles sítios onde nunca mais na minha vida porei os pés. Não saímos disparados porta fora, assim que vimos a confusão em que nos tínhamos metido, apenas porque não há praticamente mais nada para fumadores, nas redondezas, e já passava então das 10 da noite. Um horror. Algo próximo do pesadelo, se bem que muito apropriado para quem aprecia o género "cabaré da coxa", para quem gosta de anarquia, de comer mal e caro. Que também há disso, ou não estivesse ali tanta gente. Nada recomendável, por conseguinte, a fumadores em particular e a pessoas com um mínimo de gosto em particular. Este é, verdadeiramente, um sítio abaixo de cão.


Esta apreciação, bem como a cotacão atribuída, resultam de uma única visita e constituem a expressão de uma simples opinião do autor, devendo por conseguinte ser consideradas como isso mesmo, opinião num artigo de opinião.

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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008

Confirmação e Pontuacão - 2


Cervejaria Portugália - Belém
Av. Brasília
Edifício Espelho D'Água
Lisboa
Telefone: 213 032 700/1 | Fax: 213 032 701
http://www.portugalia.pt/


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  • Sala para fumadores: pequena, encalacrada nos fundos do (enorme) espaço, cerca de 20 lugares.
  • Instalações: excelentes, naquele sítio maravilhoso junto ao Tejo, cercado pelo espelho de água de Belém.
  • Serviço: bom, rápido e eficiente, dependendo da nacionalidade do empregado que nos tocar; se for tuga, evidentemente, é mais lento e embaraçado.
  • Preço de jantar para duas pessoas: 43 Euros
  • Ambiente: é mesmo "à Portugália"; muita gente, muito barulho, lista de espera com salinha à entrada, a condizer; os não fumadores esperam 10 minutos (pudera, com 90% do espaço total) e os fumadores aguentam-se à bronca até meia horita; não há, pelo menos que se perceba, nem TV nem "música" ambiente. Aleluia por isso.
  • Comida: aquilo é mais a despachar, e exclusivamente para desenrascar, uns bifes à casa e pouco mais. Bife à Portugália é o mesmo que Big Mac, no sentido de que a gente já sabe perfeitamente aquilo que nos espera. Não há muito a comentar sobre aquelas coisas: é tudo muito poucachinho e muito sempre a aviar, um escalopezito razoável (13,70 €), batatinhas idem, molho aceitável, um ovo a cavalo (1,60€), pronto, já está. A acompanhar, uns "finos" à lisboeta, ou seja, "não há Super Bock, só Sagres". Chiça. Vá lá, a imperial preta bebe-se menos mal. Já o "creme" de camarão (2,45 €), logo de entrada, aguado e desenxabido, tinha servido mais ou menos para prevenir e acamar, por assim dizer, ou seja, para literalmente ocupar espaço. Enfim. Com um pudinzito "flan" (vulgar, 1,85 €) e uma mousse de chocolate (razoável, 2,55 €) mai-lo pãozito e um café, ok, toma lá 45 €, já c'a "gorja", e 'tá no ir.

Esqueçamos o troglodita ocasional que, enquanto esperava vez à porta, atirou com uma beata para dentro do espelho d'água; vamos também dar de barato a barulheira insana que toda aquela gente produz enquanto emborca as suas pratadas de marisco de aviário e os seu bifes normalizados. Sejamos minimamente condescendentes com o novo-riquismo pelintra e coçado de tudo aquilo. Ter tido a Portugália a "coragem" de admitir fumadores, ter-nos concedido essa extraordinária benesse, ainda que em ridiculamente diminuta percentagem, bem, só isso merece o nosso aplauso e o nosso mais sincero reconhecimento. Um furo acima de cão parece-me justo, por conseguinte. Até não é má cotacão, vendo bem as coisas.


Esta apreciação, bem como a cotacão atribuída, resultam de uma única visita e constituem a expressão de uma simples opinião do autor, devendo por conseguinte ser consideradas como isso mesmo, opinião num artigo de opinião.

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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008

Confirmação e Pontuacão - 1


Restaurante Casa da Dízima
R. Costa Pinto, 17
Paço d'Arcos
2770-046 Oeiras
http://www.casadadizima.com/


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  • Sala para fumadores: excelente, ampla, cerca de 20 lugares.
  • Instalações: excelentes, casa antiga muito bem recuperada, restaurada e modernizada mantendo a traça original.
  • Serviço: excelente, profissional, rápido e seguro.
  • Preço de jantar para duas pessoas: 84 Euros
  • Ambiente: existe outra sala, separada e maior, para não fumadores, e ainda um bar independente (com televisão, iach!); nem ali se teve a coragem de suprimir de vez a maldita música ambiente, muito baixa, é certo, mas ainda assim, digo eu, dispensava-se.
  • Comida: os pratos são pré-guarnecidos, logo, por exemplo, o esparregado que acompanhava o bife estava, além de frio, já ligeiramente oxidado; as batatas fritas eram demasiado regulares e farinhentas para não serem pré-cozinhadas; o molho de pimenta estava também frio (seria talvez por causa do ar-condicionado/extractor de fumos...) e os grãos de pimenta estavam demasiado "crocantes"; o bife (19 €), propriamente dito, era de boa qualidade; quanto ao peixe-galo (19 €) (apenas provado), estava muito bom, para quem aprecia coisas mais exóticas. A sobremesa (crepe de figo, 5 € e "crème brûlée", 6 €) é que mereceriam 20 valores, se aquilo fosse um Liceu dos antigos e não um restaurante dos modernos. A carta de vinhos é enciclopédica; valeu um extraordinário Luís Pato (19 €), Beirão, honrado e sem comprometer.

Contando com o pão (bom), as azeitonas (idem), água, chá e café, numa relação de preço/qualidade, e atendendo principalmente ao facto de o ambiente (tirando a maldita música) ser agradável, a apreciação global até não é má; não fosse o "pormenor" da comida, a comidinha, aquilo que define um restaurante, e a coisa iria certamente uma ou mesmo duas estrelitas mais para cima. Com fumadores que não incomodam ninguém e com não fumadores que estão suficientemente longe para não serem incomodados, tudo visto e considerado, dois furos acima de cão parece-me justo.


Esta apreciação, bem como a cotacão atribuída, resultam de uma única visita e constituem a expressão de uma simples opinião do autor, devendo por conseguinte ser consideradas como isso mesmo, opinião num artigo de opinião.

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