Segunda-feira, 10 de Março de 2008

Um guia de restaurantes bem feito, ó

Não sei quem o faz ou fez e, confesso, descobri-o por mero acaso, via motor de busca. Parece-me que está actualizado mas, seja como for, é um dos melhores guias de restaurantes da zona de Lisboa que tenho visto. E dos restaurantes que lá estão, que nem são muitos, bastantes são para fumadores.

Aquilo deve ser algum aluno da Universidade Lusíada, a julgar pela linguagem juvenil e despreocupada, mas também poderá ser de algum professor ainda não muito entradote. Enfim, não interessa. Pelo menos até ver, este excelente guia está neste endereço e contém indicações tão preciosas como aquelas que a seguir se respingam, apenas para abrir o apetite.

Zé Barranquenho
Amadora
Av. Eduardo Jorge, 8D-2700 Amadora
(junto ao Metro da Falagueira)
934 913 018
15€
- Comidinha Alentejana muito bem feita. Tasco! É PRECISO MARCAR.
O Zé às vezes passa-se dos carretos...mas a filha atenua o estrago!

Muxaxo
Cascais Guincho
- Excelente vista. Paga-se por ela...e pelo pouco que se come.
Bom para levar a amázia!

Kais - Adega
Alcântara
R.Cintura Porto de Lisboa
25€
- Num armazém recuperado em cima restaurante e em baixo na Adega, come-se à javardona.
Rodízio de pratos tradicionais 30/40. Mesas compridas e um bocado barulhento...


Cumprimentos e agradecimentos ao ilustre e desconhecido autor. Fiquei cliente do guia.

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Arquive-se I



«As discotecas consideradas como "estabelecimentos de bebidas destinados a dança" com menos de 100 metros quadrados podem permitir fumar em todo o espaço, desde que cumpram os requisitos de sinalização, ventilação e extracção de fumo. Esta é a definição que consta de um acordo assinado na semana passada entre a Direcção-Geral de Saúde (DGS) e a Associação de Discotecas Nacional (ADN).

"As discotecas têm vários tipos de licenciamento e, no momento de aplicar a lei do tabaco, criou-se uma grande confusão. Por isso, pedimos à DGS para entrarmos em diálogo e chegarmos a um acordo quanto à interpretação", explica Francisco Tadeu, director executivo da ADN. "O que fizemos foi clarificar a lei, para que não restem dúvidas para os nossos associados e para evitar problemas em termos de vistorias e fiscalizações."

Assim, segundo o documento, a lei do tabaco é obrigatoriamente aplicada tendo por base a definição de discotecas como "locais de trabalho", "recintos de diversão e recintos destinados a espectáculos de natureza não artística" e "estabelecimentos de bebidas com espaços destinados a dança".

Quando consideradas "estabelecimentos de bebidas com espaços destinados a dança", com uma dimensão inferior a 100 metros quadrados, as discotecas podem optar por permitir ou não o fumo, desde que cumpram as regras quanto à qualidade do ar - ventilação e extracção do fumo - e tenham a sinalização adequada.

No caso de serem consideradas "estabelecimentos de bebidas com espaços destinados a dança" tendo mais de 100 metros e quando consideradas como "recintos de diversão e recintos destinados a espectáculos de natureza artística", as discotecas podem criar zonas de fumadores, com uma dimensão que será de 30% a 40% dos espaço total, consoante tenham ou não separação física.

As zonas para fumadores terão de estar identificadas através de dísticos, separadas fisicamente ou com um dispositivo de ventilação, desde que autónomo - para evitar que o fumo se espalhe - e uma ventilação para o exterior.

De acordo com a Lusa, o documento refere ainda que a melhor opção para espaços maiores é a separação física, uma vez que "quanto maior o espaço, mais difícil será a possibilidade de criar uma área para fumadores sem separação física cumprindo os requisitos da ventilação e extracção."

"Trata-se de uma clarificação. Assim, os nossos associados sabem como interpretar a lei e como terão de agir", explica Francisco Tadeu, ressalvando, no entanto, que entre os cerca de mil espaços de diversão representados pela ADN não tem havido grandes problemas. "Estamos a cumprir a lei. Os nossos associado estão a aplicar as normas em vigor. É uma pena termos que dividir as pessoas que fumam e não fumam, porque são espaços de diversão, mas temos que o fazer."

Isto não significa que a associação esteja contente com a lei do tabaco. "Esta é a lei que temos e enquanto estiver em vigor temos que a cumprir, daí a necessidade de esclarecer a sua interpretação. Mas não desistimos de lutar pela mudança na lei", afirma Francisco Tadeu.

Neste momento, a associação encontra-se a recolher estudos de forma a tentar provar que a lei do tabaco contraria a lei da qualidade do ar. "Para pedir uma mudança da lei à Assembleia da República temos que ter uma fundamentação", explica Francisco Tadeu, sem perder a esperança
.|»

Diário de Notícias, 10.03.08


Esta colagem integral, de texto e imagem, tem todo o interesse histórico e justifica-se pelos desenvolvimentos que se adivinham num futuro não muito distante. Veremos quanto tempo dura esta "modalidade" abaixo dos 100 metros quadrados ou quando e quanto variará a percentagem de espaço para fumadores em função do total. Isto é realmente muito giro, porque muda semana sim semana não. Siga a dança.

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Sexta-feira, 7 de Março de 2008

Museu do Fumador (França)

Le Musée du Fumeur



Le musée du Fumeur
7 rue Pache
75011 Paris
(Métro Voltaire, sortie Roquette)
Tél. (+33) 01 46 59 05 51
Tél. (+33) 01 43 71 95 51
Fax (+33) 01 43 73 24 35
• Ouvert tous les jours (sauf lundi) de 14h à 19h
• Entrée : 4 euros / T.R. 3 euros
• Entrée libre à la librairie-boutique
• Fermé le 25 décembre, le 1er janvier et le 1er mai
• Fermé la 1re semaine de janvier et du 30 juillet au 20 août inclus


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Não se iludam, camaradinhas. Aposto que nem neste museu é permitido fumar. Mas vá lá. A gente respira fundo e aguenta uma meia horita sem respirar, lá dentro.

Créditos pela boa nova ao excelente blog do companheiro pintor Fernando Campos, do blog Sítio dos Desenhos.

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Terça-feira, 4 de Março de 2008

Letras a 60 dias

Confesso que já por diversas vezes tive o indicador em cima do botão. Um click, a confirmaçãozita da ordem ("are you sure?") e pronto, bingo: acabou-se o Baforadas, foi à vida o sítio. Finito. Que se lixe.

Claro que me chateia atirar com este trabalho todo borda fora, principalmente com os mapas, e de mais a mais agora que acabo de (sim, pois, eu sei, finalmente) pôr on-line os ficheiros POI.

Afinal, para quê e para quem esta trabalheira toda? Valerá a pena? Qual é o troco ou será que existe alguma espécie de troco, ao menos?

Bem, assim uma resposta curta e grossa? Não. Não há. O que há, é o costume, o "bom" e velho costume português da carneirada, a técnica portuguesa da "Maria vai c'as outras"; ou seja, depois de uns quinze dias, talvez três semanas, no máximo, de estrebuche e de berreiro sortido, o português típico, neste caso o fumador, acabou por meter a viola no saco e por ir à vidinha, na maior das calmas, perfeitamente conformado com a sua sorte.

Ainda a "lei do tabaco" não fez três meses, ainda nem sequer lhe rebentaram os dentinhos de leite, e já o fumador português acha normalíssimo rapar um frio de rachar à porta do centro comercial mais fino ou da tasca mais rasca do país, enquanto despacha à pressa o seu cigarrito criminoso. A lavagem ao cérebro tem sido de tal forma eficaz (como se sabe, a lavagem é tanto mais eficaz quanto menor for a quantidade de matéria a lavar), que são os próprios fumadores que, pressurosamente, se aprestam a fornecer "opiniões" favoráveis às extraordinárias medidas de "protecção" da "saúde pública" que inventam as chamadas autoridades. Perdão. Retiro o termo "inventam"; não inventam nada; quem inventou esse tipo de tretas não foram as nossas autoridades; sequer a invenção é coisa recente; já nos idos de 30 do século passado este género de patranhas fez furor e contribuiu, pelos vistos decisivamente, para a ascensão do Partido (Nacional) Socialista ao Poder. Adiante.

Já se notam os típicos sintomas de lassidão, o deixandar da ordem, aquilo que nos distingue, enfim, no chamado concerto das nações. O Português adora, pelos vistos e como de novo se verifica, levar porrada nos cornos. É cá um palpite que eu tenho, apenas isso, mas "quer-me parecer" que, de resto, o Português típico não quer nem deseja outra coisa que não bordoada, cacete, chicote, rédea curta. Andar de mansinho e falar pianinho. Isto da beata murcha e apagada, não é caricatura - é paradigma. Refilou por desfastio, mas só um bocadinho e até levar a primeira cacetada; assim que a primeira lhe acertou, o portuguesito amochou, embatucou, calou. O portuguesito é assim mesmo. Um caladito. Um morcãozito que verga a mola ao primeiro sinal de borrasca. É o gajo que não quer chatices com ninguém, por definição, e muito menos com gente de farda ou de cifrões, o que vem a ser quase toda a gente.

Ao princípio, ainda havia umas lérias, umas discussões, umas tertúlias, e assim. Agora, trinta e tal dias depois, piu. Népia. O excelente fórum cá do sítio, por exemplo, essa linda ferramenta que tive a peregrina ideia de criar, ali está positivamente às moscas, a colher e a acolher anúncios pornográficos, muito útil para quem procura extensões penianas e coisas que tais, totalmente inútil para e sem nada a ver com o tabaco, os fumadores ou o fumo. Enfim, uma tristeza. Mais uns dias e, se não for o site inteiro, pelo menos o raio do fórum lá terá de ir de vela, visto não estar ali a fazer nada.

De todos os militantes da minha tertúlia particular, apenas resta um elemento que boicota sistematicamente os locais reservados a não fumadores. Adivinhem quem. Pois. Eu. Moi. Toda a gente, um por um, uma por uma, por isto e por aquilo, principalmente por aquilo, se foi rendendo à "inevitabilidade" das circunstâncias, ou lá o que é. Ah, sim? Pois eu cá não vou a restaurantes ou cafés onde não se possa fumar de todo. De todo.

Já que estamos em maré de balanço dos 60 dias, por assim dizer, referência a outra tanga também aqui antes mencionada, aquela dos clubes privados; até agora, pelo menos, não se viu nada. Pode ser que, um destes dias (ou meses, ou anos, ou décadas), apareça por aí qualquer coisinha, mas sinceramente não me parece; aquilo deve ter sido lá um arremedo daquela prestigiosa associação de comerciantes. É outra característica portuguesa: o entusiasmo inicial. "Vamos fazer isto e aquilo?", ocorre a alguém perguntar, amiúde; "'bora!", é a invariável, arrebatada, possessa, histérica, patriótica resposta dos circunstantes. Bom, mas a coisa dá trabalho... Ah... Ehrrr... Dá trabalh.. Aaahhh... E não é p'ra dar lucro... Eeeee... Não é p'ra dar lucr... Eeee... Ehrrr... Bem...

Pois. Nada feito. Esquece lá isso, meu. 'Bora lá fazer mazé mais uma esplanada c'um ganda som, pomos uma P.A. com 2000 por canal, 4 canais em torre, tázaver, meu, prontsh, aquilo assim é ao ar livre, tázaver, a gente cobre tudo com lonas (olha, inda por cima é à borliú, os gajos das marcas pagam as lonas e tudo), e pronto, ficamos c'uma discoteca baril, aquilo é ao ar livre, já tinha dito?, é fumadores, é não fumadores, até podemos servir uns comes, uns burriés, e assim, hã, mais fixe não podia, yá?

São uns cómicos, estes militantes da causa da saúde pública, estes adeptos da protecção contra o "fumo passivo". Alguns deles, note-se, muitos deles até, verdadeiros fumadores, não de tabaco, essa horrível substância, mas de outras, hoje em dia socialmente aceites e bem vistas. Veremos, já no próximo Verão, que se aproxima a passos largos, como irão conviver - certamente com alegria e em sã convivência - as duas comunidades de viciados, os toxicodependentes e os maníacos da saúde. Curioso, e sociologicamente porventura interessante, poderá vir a ser observar também a forma como interagem estes dois grupos connosco, fumadores; sinceramente, palpita-me que não vão gostar muito de nos ver ali, nas "suas" esplanadas. Palpita-me mais: palpita-me que vai haver porrada de criar bicho, no Verão, por essas esplanadas fora, no nosso querido Portugal. Não é por nada. É cá por coisas.

Por fim, e apenas para aproveitar a boleia do post, gostaria de deixar aqui uma pergunta que me ocorreu enquanto dormia. Diz-me a experiência que não se deve deixar engasgadas perguntas que nos ocorrem durante o sono. Não sei porquê, mas pronto. A pergunta é a seguinte: os bombeiros podem fumar em serviço?

E, já agora: é permitido fumar nos incêndios?

Responda quem não souber.

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Domingo, 2 de Março de 2008

O Guerra já era. Agora é a guerra

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Lei do Tabaco: Bar do Porto fecha por falta de clientes
Porto, 01 Mar (Lusa) - O Bar Guerra, no Porto, vai deixar de funcionar a partir de domingo, por falta de clientes desde que entrou em vigor a Lei do Tabaco, em 01 de Janeiro, disse à agência Lusa fonte empresarial.
tamanho da letra


"Desde o princípio de Janeiro que começou logo a ter quebras, porque era uma clientela fumadora", disse à Lusa o presidente da Associação de Bares da Zona Histórica do Porto (ABZHP), António Fonseca.
O empresário referiu que o Bar Guerra, situado no início da Rua do Heroísmo, "não tem espaço ao ar livre", pelo que não teve alternativa que não fosse impedir os clientes de fumar.
"É a primeira vítima da Lei do Tabaco e poderá ser o princípio de uma bola de neve. Em 2004, na Irlanda, fecharam 600 bares" por causa de uma lei semelhante, salientou.
António Fonseca disse que o Bar Guerra, "um bar típico de rock dos anos 70, com uma decoração de baterias e guitarras", vai abrir hoje pela última vez, permitindo a todos os clientes que fumem à vontade.
Para António Fonseca, "as ameaças da ASAE e a ambiguidade da Lei do Tabaco" estão a causar muita perturbação no sector,
O presidente da ABZHP criticou o director-geral da Saúde, Francisco George, por ainda não ter respondido a dois requerimentos sobre a aplicação da Lei do Tabaco aos clubes reservados a sócios que tenham zona de bar.
FZ.
Lusa/Fim
© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.2008-03-01 22:25:01

Notícia RTP


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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008

El Pino a pino


http://www.youtube.com/watch?v=qREkvLzu_dU

Este restaurante estava em território português, a 3 km da fronteira espanhola. Os espanhóis vinham cá comer e beber, deixar receita e impostos. A ASAE fiscaliza colheres de pau, tábuas de plástico, lavagens de casa-de-banho quatro vezes por dia, coisas estranhíssimas e importantíssimas e ainda, é claro, o cigarrito da ordem.

Os proprietários do restaurante mudaram-se para Espanha e estão agora a 7 km da fronteira, mas do lado de lá. Ainda por cima, e à boa maneira espanhola, ali pode-se fumar à vontade.

Os portugueses, se quiserem, que se desloquem agora e deixem ao governo espanhol os seus impostos. Não apenas os impostos dos belos petiscos, das belas comidinhas, da bela cozinha que lá se continua a fazer sem qualquer entrave, como os impostos da estupidez, os encargos da boçalidade, os entraves da cegueira e ainda os incómodos da mais pura e dura imbecilidade.

Portugal arrisca-se a transformar-se no mais higiénico e purista dos desertos, livre de todo o mal e de todo o fumo, sem um único restaurante para fumadores mas também sem um único restaurante ou, em última análise, sem seja o que for, em suma, um sítio lindo para os senhores inspectores da ASAE jogarem à bisca lambida uns com os outros ou, quem sabe, para se inspeccionarem mútua e detalhadamente.

O mapa do fumador acaba de se internacionalizar, por conseguinte. A localidade de El Pino entrou no mapa do Portugal fumante. Se alguém souber o nome do restaurante, o endereço exacto e o número de telefone do estabelecimento, o pessoal dos puros agradece.


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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

Confirmação e Pontuacão - 3


Pizza na Brasa - Oeiras
Av. Pedro Álvares Cabral, 29
(perto da Estação C.P. de Santo Amaro de Oeiras)
2780 Oeiras
Telefone: 21 440 00 10
http://www.pizzanabrasa.pt/


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  • Sala para fumadores: minúscula, espécie de sala-de-espera, logo à entrada de um espaço que, por acaso, tem pelo menos três salas independentes; cerca de 16 lugares, mas em apenas duas de filas mesas; ou seja, pode-se levar com gente na nossa mesa ou com os cotovelos das pessoas ao lado.
  • Instalações: uma treta; a "sala para fumadores" sequer é separada fisicamente; tem uma estante a meia altura, e é tudo. O resto das salas (para não fumadores) não têm nada que se possa comentar; bem, talvez o aspecto industrializado e cacofónico.
  • Serviço: mau, lento, caótico. Por coincidência, os empregados são quase todos, se não todos mesmo, brasileiros. O que não deixa de ser estranho, como já aqui referi; não é costume...
  • Preço de jantar (uma pizza média, para levar) para duas pessoas: 19,30 € Euros. Esperámos quase meia hora por dois lugares nas "baias" para fumadores; quando vimos que não havia hipótese, a não ser talvez lá pelas 5 da madrugada, levámos aquilo numa caixa de cartão e fomos comer para casa.
  • Ambiente: os fornos (daí a "brasa") ficam logo à entrada; ao fundo, umas casas-de-banho decadentes; entre uma coisa e outra, ao longo de um corredor, as tais três salas separadas; duas destas estavam absolutamente vazias; na terceira, junto à porta de entrada, e se calhar para misturar os diversos fumos, tudo cheio, frenético, aos berros; miúdos (filhos de fumadores e filhos de não fumadores) brincam às escondidas por tudo quanto é sítio, incluindo por baixo das mesas e por cima de cadeiras e sofás. Nos pouquíssimos lugares para fumadores, um par de amigas e três casais fumam, contínua, longa, lânguida e despreocupadamente, apesar de verem à frente dos seus irritantes narizes uma data de pessoas à espera de lugar.
  • Comida: na lista, a coisa dizia "pizza à transmontana". Bem, digamos que aquilo tinha tanto de "transmontano" como um pratinho de caracoletas assadas. Com a diferença de que as caracoletas são geralmente tragáveis e aquilo nem por isso; só à custa de muito "apetite" (eufemismo para fome canina) é que aquele pedaço de pão sem fermento e com uns restos por cima pode ser deglutido. Mesmo com a "maravilhosa" oferta de uma Coca-Cola e uma cerveja, ou seja, bebidas incluídas no preço da pizza, convenhamos que os quase 4 contos dos antigos me custaram bastante a pagar. Para detalhes mais tétricos, é aqui: a pizza estava fria, queimada num lado e crua no outro. Safou-se a Coca-Cola.

Não há muito, de facto, a dizer a respeito daquela casa. É um daqueles sítios onde nunca mais na minha vida porei os pés. Não saímos disparados porta fora, assim que vimos a confusão em que nos tínhamos metido, apenas porque não há praticamente mais nada para fumadores, nas redondezas, e já passava então das 10 da noite. Um horror. Algo próximo do pesadelo, se bem que muito apropriado para quem aprecia o género "cabaré da coxa", para quem gosta de anarquia, de comer mal e caro. Que também há disso, ou não estivesse ali tanta gente. Nada recomendável, por conseguinte, a fumadores em particular e a pessoas com um mínimo de gosto em particular. Este é, verdadeiramente, um sítio abaixo de cão.


Esta apreciação, bem como a cotacão atribuída, resultam de uma única visita e constituem a expressão de uma simples opinião do autor, devendo por conseguinte ser consideradas como isso mesmo, opinião num artigo de opinião.

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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008

Confirmação e Pontuacão - 2


Cervejaria Portugália - Belém
Av. Brasília
Edifício Espelho D'Água
Lisboa
Telefone: 213 032 700/1 | Fax: 213 032 701
http://www.portugalia.pt/


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  • Sala para fumadores: pequena, encalacrada nos fundos do (enorme) espaço, cerca de 20 lugares.
  • Instalações: excelentes, naquele sítio maravilhoso junto ao Tejo, cercado pelo espelho de água de Belém.
  • Serviço: bom, rápido e eficiente, dependendo da nacionalidade do empregado que nos tocar; se for tuga, evidentemente, é mais lento e embaraçado.
  • Preço de jantar para duas pessoas: 43 Euros
  • Ambiente: é mesmo "à Portugália"; muita gente, muito barulho, lista de espera com salinha à entrada, a condizer; os não fumadores esperam 10 minutos (pudera, com 90% do espaço total) e os fumadores aguentam-se à bronca até meia horita; não há, pelo menos que se perceba, nem TV nem "música" ambiente. Aleluia por isso.
  • Comida: aquilo é mais a despachar, e exclusivamente para desenrascar, uns bifes à casa e pouco mais. Bife à Portugália é o mesmo que Big Mac, no sentido de que a gente já sabe perfeitamente aquilo que nos espera. Não há muito a comentar sobre aquelas coisas: é tudo muito poucachinho e muito sempre a aviar, um escalopezito razoável (13,70 €), batatinhas idem, molho aceitável, um ovo a cavalo (1,60€), pronto, já está. A acompanhar, uns "finos" à lisboeta, ou seja, "não há Super Bock, só Sagres". Chiça. Vá lá, a imperial preta bebe-se menos mal. Já o "creme" de camarão (2,45 €), logo de entrada, aguado e desenxabido, tinha servido mais ou menos para prevenir e acamar, por assim dizer, ou seja, para literalmente ocupar espaço. Enfim. Com um pudinzito "flan" (vulgar, 1,85 €) e uma mousse de chocolate (razoável, 2,55 €) mai-lo pãozito e um café, ok, toma lá 45 €, já c'a "gorja", e 'tá no ir.

Esqueçamos o troglodita ocasional que, enquanto esperava vez à porta, atirou com uma beata para dentro do espelho d'água; vamos também dar de barato a barulheira insana que toda aquela gente produz enquanto emborca as suas pratadas de marisco de aviário e os seu bifes normalizados. Sejamos minimamente condescendentes com o novo-riquismo pelintra e coçado de tudo aquilo. Ter tido a Portugália a "coragem" de admitir fumadores, ter-nos concedido essa extraordinária benesse, ainda que em ridiculamente diminuta percentagem, bem, só isso merece o nosso aplauso e o nosso mais sincero reconhecimento. Um furo acima de cão parece-me justo, por conseguinte. Até não é má cotacão, vendo bem as coisas.


Esta apreciação, bem como a cotacão atribuída, resultam de uma única visita e constituem a expressão de uma simples opinião do autor, devendo por conseguinte ser consideradas como isso mesmo, opinião num artigo de opinião.

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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008

Confirmação e Pontuacão - 1


Restaurante Casa da Dízima
R. Costa Pinto, 17
Paço d'Arcos
2770-046 Oeiras
http://www.casadadizima.com/


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  • Sala para fumadores: excelente, ampla, cerca de 20 lugares.
  • Instalações: excelentes, casa antiga muito bem recuperada, restaurada e modernizada mantendo a traça original.
  • Serviço: excelente, profissional, rápido e seguro.
  • Preço de jantar para duas pessoas: 84 Euros
  • Ambiente: existe outra sala, separada e maior, para não fumadores, e ainda um bar independente (com televisão, iach!); nem ali se teve a coragem de suprimir de vez a maldita música ambiente, muito baixa, é certo, mas ainda assim, digo eu, dispensava-se.
  • Comida: os pratos são pré-guarnecidos, logo, por exemplo, o esparregado que acompanhava o bife estava, além de frio, já ligeiramente oxidado; as batatas fritas eram demasiado regulares e farinhentas para não serem pré-cozinhadas; o molho de pimenta estava também frio (seria talvez por causa do ar-condicionado/extractor de fumos...) e os grãos de pimenta estavam demasiado "crocantes"; o bife (19 €), propriamente dito, era de boa qualidade; quanto ao peixe-galo (19 €) (apenas provado), estava muito bom, para quem aprecia coisas mais exóticas. A sobremesa (crepe de figo, 5 € e "crème brûlée", 6 €) é que mereceriam 20 valores, se aquilo fosse um Liceu dos antigos e não um restaurante dos modernos. A carta de vinhos é enciclopédica; valeu um extraordinário Luís Pato (19 €), Beirão, honrado e sem comprometer.

Contando com o pão (bom), as azeitonas (idem), água, chá e café, numa relação de preço/qualidade, e atendendo principalmente ao facto de o ambiente (tirando a maldita música) ser agradável, a apreciação global até não é má; não fosse o "pormenor" da comida, a comidinha, aquilo que define um restaurante, e a coisa iria certamente uma ou mesmo duas estrelitas mais para cima. Com fumadores que não incomodam ninguém e com não fumadores que estão suficientemente longe para não serem incomodados, tudo visto e considerado, dois furos acima de cão parece-me justo.


Esta apreciação, bem como a cotacão atribuída, resultam de uma única visita e constituem a expressão de uma simples opinião do autor, devendo por conseguinte ser consideradas como isso mesmo, opinião num artigo de opinião.

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Terça-feira, 15 de Janeiro de 2008

É uma coisa genética...

petição ADN




Esta é uma Petição promovida pela Associação de Discotecas Nacional (ADN) para levar junto da Assembleia da Republica a fim de exigir a revisão da Lei 37/2007 de 14 de Agosto "Lei do Tabaco".
O objectivo é que o Proprietário do Estabelecimento de Diversão Nocturna, com mais de 100 m2, possa escolher entre Fumadores e Não Fumadores.
Toda a informação recolhida será utilizada unicamente para esse fim.

Associação de Discotecas Nacional


Publicado no Apdeites em 15.01.08.

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