Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008
O Mapa do Fumador no RCP

Emissão do Rádio Clube Português, no passado dia 11, sobre o Mapa do Fumador. Um trabalho do jornalista Augusto Freitas de Sousa.
Publicado no Apdeites em 24.01.08.
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Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2008
Fumemos, entonces
O Mapa do Fumador já está disponível num novo espaço, mais completo, com outro visual e com outras ferramentas, incluindo listas de locais para consultar e imprimir.
Divirtam-se.
http://fumador.cedilha.net
Publicado no Apdeites em 16.01.08.
Divirtam-se.
Publicado no Apdeites em 16.01.08.
Etiquetas: Apdeites, mapa do fumador
Tecnicol ingliche
Não fumadores
Com o recente alvoroço proibicionista anti-tabágico, pensei que tivessem sido corrigidos os dísticos utilizados em Portugal. "Não fumadores" em inglês diz-se "non-smokers". O problema não é de hoje, mas parece que nem um primeiro com formação superior em inglês técnico reparou nisso...
D.B., no blog Jantar das Quartas

modelo oficial de dístico "não há aqui fumadores ou coisa que o valha", em Inglês; ver Lei 37/2007.
Publicado no Apdeites em 16.01.08.
Terça-feira, 15 de Janeiro de 2008
É uma coisa genética...

Esta é uma Petição promovida pela Associação de Discotecas Nacional (ADN) para levar junto da Assembleia da Republica a fim de exigir a revisão da Lei 37/2007 de 14 de Agosto "Lei do Tabaco".
O objectivo é que o Proprietário do Estabelecimento de Diversão Nocturna, com mais de 100 m2, possa escolher entre Fumadores e Não Fumadores.
Toda a informação recolhida será utilizada unicamente para esse fim.
Associação de Discotecas Nacional
Publicado no Apdeites em 15.01.08.
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Domingo, 13 de Janeiro de 2008
O Mapa do Fumador confundido no DN

Este artigo, no DN de ontem (link não disponível), é curioso. Se bem que agradecendo penhoradamente à autora pela referência ao Apdeites e ao Mapa do Fumador, devo confessar que muito me surpreendeu a simbiose, por assim dizer, de ambas as coisas - mapa e "blogue".
Não, o Apdeites não é um "blogue exclusivamente para fumadores". Digo mais: o Apdeites não é um "blogue", sequer. Digamos que, no que respeita a fumadores, a coisa é só de há uns dias para cá, em alguns posts e numas páginas singelas. Pelo menos até ver, o assunto "fumadores" ocupa no Apdeites (que é, já agora esclareçamos, um site com um blog no meio) tanto espaço, tempo e feito como a campanha das "Tampinhas", para dar apenas um exemplo.
Também não entendi lá muito bem aquela das "listas solidárias com todos os fumadores". O que diabo será isso? Mas ele há aqui listas, no meu boteco virtual, que nem eu conheço? Andará aqui alguém a meter umas listinhas "solidárias" à má-fila? Se, por acaso, a autora do artigo se refere às
Mas pronto, seja pelas alminhas, fica o agradecimento à jornalista Joana Vieira, subeditora de Internet do Diário de Notícias.
Publicado no Apdeites em 13.01.08.
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O Mapa do Fumador pirateado no CM
| Copyright ©. Todos os direitos reservados. É expressamente proíbida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Presslivre, S.A. , uma empresa Cofina Media - Grupo Cofina. |
Este avisozinho encarnado está no fim de uma "notícia" do jornal Correio da Manhã, com data de ontem, na qual se indica uma série de estabelecimentos de restauração e afins "onde se pode fumar". A "reportagem" é apresentada como tendo resultado exclusivamente do trabalho de quem a assina (está lá o nomezinho também) e sugere, em jeito de apelo militante, que os leitores do jornal enviem para a respectiva redacção indicações sobre mais locais "para fumadores".
Esta "reportagem" enferma de alguns viciozinhos, não apenas de forma como de conteúdo, e bem (ou mal) assim de carácter: o CM reserva-se todos os direitos de "copyright", de forma extremamente escarrapachada, mas - ao menos neste caso - o jornalista que assina a peça entreteve-se, de forma extremamente despachada, a copiar alarvemente os dados do Mapa do Fumador do Apdeites. Sem referir nunca a fonte, como acontece por definição em qualquer plágio ou roubo de conteúdos, este senhor "jornalista" publicou um artigo de fundo (2 páginas centrais) e estará por certo muito satisfeito com o resultado do "seu" trabalho.
Pois que lhe faça muito bom proveito. Este post servirá, doravante, para imprimir e mostrar aos proprietários dos estabelecimentos que ali foram indevida, incorrecta e truncadamente citados e que terão agora provavelmente à perna as diversas entidades de fiscalização. Alguns dos estabelecimentos que o "jornalista" refere como sendo "para fumadores" não o são efectivamente; foram copiados do Mapa do Fumador do Apdeites mais de 90% do total, e alguns deles apenas naquele mapa estavam referidos, tanto na Internet como em qualquer outro suporte de informação; como foram copiados literalmente, mas apenas com o nome do estabelecimento e a localidade, sem o resto das informações, resulta que a lista publicada pelo CM é não apenas um plágio descarado como uma simples e igualmente descarada manobra de bufaria.
Da qual bufaria, como é evidente, o autor do Apdeites e do Mapa do Fumador descarta, aqui e agora, qualquer espécie de responsabilidade. Aos senhores empresários que porventura se sintam prejudicados pela acção do senhor "jornalista" do CM recomendo vivamente que se queixem ao dito cujo.
Está feito o "disclaimer".
Publicado no Apdeites em 13.01.08.
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Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2008
Maldita nicotina
A Direcção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta quarta-feira que vai solicitar à ASAE que inicie, «prioritariamente», inspecções nos estabelecimentos de restauração e bebidas que tenham afixado o dístico azul de «fumadores», relata a agência Lusa.
«A Direcção-Geral da Saúde, para promover o cumprimento da Lei, irá solicitar à ASAE que desencadeie, prioritariamente, inspecções nos estabelecimentos de restauração e bebidas que tenham afixado o dístico azul», indica uma nota da DGS divulgada esta quarta-feira.
Esta medida prende-se com o facto de diversos estabelecimentos com menos de 100 metros quadrados, que no dia 1 optaram por estabelecer a proibição de fumar, afixando o dístico vermelho, alteraram posteriormente aquela opção, sem, no entanto, «observarem as condições exigidas por Lei para tal».
A DGS lembra ainda que os equipamentos de ventilação e extracção de ar para o exterior só estarão legais «se forem autónomos em relação ao sistema geral» e «se garantirem a qualidade do ar interior» de forma a protegerem dos efeitos do fumo os trabalhadores e os clientes não fumadores.
Portugal Diário
Publicado no Apdeites em 10.01.08.
Domingo, 6 de Janeiro de 2008
O Mapa do Fumador confundido no DN

O Diário de Notícias publicou hoje este artigo sobre o Mapa do Fumador. O link à notícia não está disponível, porque a "tira" não consta do site do DN.
Publicado no Apdeites em 06.01.08.
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Sábado, 5 de Janeiro de 2008
O Mapa do Fumador na TVI
http://www.youtube.com/watch?v=hSB4h0_5ooU
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2008-01-05 17:10
Internet
Mapa com locais onde é permitido fumar
O site mostra cafés, restaurantes, bares e hotéis onde há salas dedicadas aos fumadores.
[ Última actualização às 17:10 do dia 05/01/2008 ]
Já está disponível, na internet, um mapa com os locais onde é permitido fumar em Portugal. O site mostra cafés, restaurantes, bares e hotéis onde há salas dedicadas aos fumadores.
A Norte, no bar «Sardinha Biba», em Braga, seja cigarro cachimbo ou charuto, aqui a porta está sempre aberta. A Sul fazemos uma paragem no «Coyote Bar» em Ovar. No interior, no «Café Central» em Penedono, não existem avisos vermelhos a impedir a entrada a fumadores.
Almoçar na linha de Cascais, entre o amor pelo mar e o gosto pelo cigarro também é possível, por exemplo no restaurante «Peixe na Linha», na Bafureira. A terminar o dia, pode, mais uma vez, fazer o gosto ao dedo, puxando de um cigarro e o gosto ao pé, com uma dança no «T-Club», na Quinta do Lago.
São apenas alguns exemplos, mas a lista já conta com 140 locais que abrem as portas ao vício. A lista pode vir a crescer, já que o site pede a colaboração de quem o visita para actualizar a informação.
http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=899608
Publicado no Apdeites em 05.01.08.
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Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2008
IV Reich Zeitung

Cartoon da autoria do português Ferreira dos Santos, publicado e alojado no site Sergei Cartoons.
Publicado no Apdeites em 03.01.08.
Domingo, 30 de Dezembro de 2007
O Fumaças vai ser proibido?
Lei n.º 37/2007
de 14 de Agosto
Aprova normas para a protecção dos cidadãos da exposição involuntária ao fumo do tabaco e medidas de redução da procura relacionadas com a dependência e a cessação do seu consumo.Artigo 4.º
Proibição de fumar em determinados locais
1 — É proibido fumar:
a) Nos locais onde estejam instalados órgãos de soberania, serviços e organismos da Administração Pública e pessoas colectivas públicas;
b) Nos locais de trabalho;
c) Nos locais de atendimento directo ao público;
d) Nos estabelecimentos onde sejam prestados cuidados de saúde, nomeadamente hospitais, clínicas, centros e casas de saúde, consultórios médicos, postos de socorros e outros similares, laboratórios, farmácias e locais onde se dispensem medicamentos não sujeitos a receita médica;
e) Nos lares e outras instituições que acolham pessoas idosas ou com deficiência ou incapacidade;
f) Nos locais destinados a menores de 18 anos, nomeadamente infantários, creches e outros estabelecimentos de assistência infantil, lares de infância e juventude, centros de ocupação de tempos livres, colónias e campos de férias e demais estabelecimentos similares;
g) Nos estabelecimentos de ensino, independentemente da idade dos alunos e do grau de escolaridade, incluindo, nomeadamente, salas de aula, de estudo, de professores e de reuniões, bibliotecas, ginásios, átrios e corredores, bares, restaurantes, cantinas, refeitórios e espaços de recreio;
h) Nos centros de formação profissional;
i) Nos museus, colecções visitáveis e locais onde se guardem bens culturais classificados, nos centros culturais, nos arquivos e nas bibliotecas, nas salas de conferência, de leitura e de exposição;
j) Nas salas e recintos de espectáculos e noutros locais destinados à difusão das artes e do espectáculo, incluindo as antecâmaras, acessos e áreas contíguas;
l) Nos recintos de diversão e recintos destinados a espectáculos de natureza não artística;
m) Nas zonas fechadas das instalações desportivas;
n) Nos recintos das feiras e exposições;
o) Nos conjuntos e grandes superfícies comerciais e nos estabelecimentos comerciais de venda ao público;
p) Nos estabelecimentos hoteleiros e outros empreendimentos turísticos onde sejam prestados serviços de alojamento;
q) Nos estabelecimentos de restauração ou de bebidas, incluindo os que possuam salas ou espaços destinados a dança;
r) Nas cantinas, nos refeitórios e nos bares de entidades públicas e privadas destinados exclusivamente ao respectivo pessoal;
s) Nas áreas de serviço e postos de abastecimento de combustíveis;
t) Nos aeroportos, nas estações ferroviárias, nas estações rodoviárias de passageiros e nas gares marítimas e fluviais;
u) Nas instalações do metropolitano afectas ao público, designadamente nas estações terminais ou intermédias, em todos os seus acessos e estabelecimentos ou instalações contíguas;
v) Nos parques de estacionamento cobertos;
x) Nos elevadores, ascensores e similares;
z) Nas cabinas telefónicas fechadas;
aa) Nos recintos fechados das redes de levantamento automático de dinheiro;
ab) Em qualquer outro lugar onde, por determinação da gerência ou de outra legislação aplicável, designadamente em matéria de prevenção de riscos ocupacionais, se proíba fumar.
2 — É ainda proibido fumar nos veículos afectos aos transportes públicos urbanos, suburbanos e interurbanos de passageiros, bem como nos transportes rodoviários, ferroviários, aéreos, marítimos e fluviais, nos serviços expressos, turísticos e de aluguer, nos táxis, ambulâncias, veículos de transporte de doentes e teleféricos.Artigo 5.º
Excepções
1 — Sem prejuízo do disposto na alínea d) do n.º 1 do artigo anterior, podem ser criadas áreas exclusivamente destinadas a pacientes fumadores em hospitais e serviços psiquiátricos, centros de tratamento e reabilitação e unidades de internamento de toxicodependentes e de alcoólicos desde que satisfaçam os requisitos das alíneas a), b) e c) do n.º 5.
2 — Sem prejuízo do disposto no artigo anterior, podem ser criadas nos estabelecimentos prisionais unidades de alojamento, em celas ou camaratas, para reclusos fumadores desde que satisfaçam os requisitos das alíneas a), b) e c) do n.º 5, sendo ainda admitido fumar nas áreas ao ar livre.
3 — Nos locais mencionados nas alíneas a), b), c), d), e), h), i), j), l), m), n), o), p), q), r) e t) do n.º 1 do artigo anterior, bem como nos locais mencionados na alínea g) do n.º 1 do artigo anterior que integrem o sistema de ensino superior, é admitido fumar nas áreas ao ar livre.
4 — Nos locais mencionados na alínea s) do n.º 1 do artigo anterior é admitido fumar nas áreas ao ar livre, com excepção das zonas onde se realize o abastecimento de veículos.
5 — Nos locais mencionados nas alíneas a), b), e), j), l), n), o), p) e t) do n.º 1 do artigo anterior, bem como nos locais mencionados na alínea g) do n.º 1 do referido artigo que integrem o sistema de ensino superior e nos locais mencionados na alínea h) do n.º 1 do mesmo artigo que não sejam frequentados por menores de 18 anos, pode ser permitido fumar em áreas expressamente previstas para o efeito desde que obedeçam aos requisitos seguintes:
a) Estejam devidamente sinalizadas, com afixação de dísticos em locais visíveis, nos termos do disposto no artigo 6.º;
b) Sejam separadas fisicamente das restantes instalações, ou disponham de dispositivo de ventilação, ou qualquer outro, desde que autónomo, que evite que o fumo se espalhe às áreas contíguas;
c) Seja garantida a ventilação directa para o exterior através de sistema de extracção de ar que proteja dos efeitos do fumo os trabalhadores e os clientes não fumadores.
6 — Nos locais mencionados na alínea q) do n.º 1 do artigo anterior com área destinada ao público inferior a 100 m2, o proprietário pode optar por estabelecer a permissão de fumar desde que obedeça aos requisitos mencionados nas alíneas a), b) e c) do número anterior.
7 — Nos locais mencionados na alínea q) do n.º 1 do artigo anterior com área destinada ao público igual ou supe rior a 100 m2 podem ser criadas áreas para fumadores, até um máximo de 30 % do total respectivo, ou espaço fisicamente separado não superior a 40 % do total respectivo, desde que obedeçam aos requisitos mencionados nas alíneas a), b) e c) do n.º 5, não abranjam as áreas destinadas exclusivamente ao pessoal nem as áreas onde os trabalhadores tenham de trabalhar em permanência.
8 — Nos locais mencionados na alínea p) do n.º 1 do artigo anterior podem ser reservados andares, unidades de alojamento ou quartos para fumadores, até um máximo de 40 % do total respectivo, ocupando áreas contíguas ou a totalidade de um ou mais andares, desde que obedeçam aos requisitos mencionados nas alíneas a), b) e c) do n.º 5.
9 — Sem prejuízo do disposto no n.º 2 do artigo anterior e das limitações constantes dos regulamentos emitidos pelas empresas transportadoras ou pelas capitanias de portos, é permitido fumar nas áreas descobertas nos barcos afectos a carreiras marítimas ou fluviais.
10 — Sem prejuízo do disposto no n.º 6, a opção pela permissão de fumar deve, sempre que possível, proporcionar a existência de espaços separados para fumadores e não fumadores.
11 — A definição das áreas para fumadores cabe às entidades responsáveis pelos estabelecimentos em causa, devendo ser consultados os respectivos serviços de segurança, higiene e saúde no trabalho e as comissões de segurança, higiene e saúde no trabalho, ou, na sua falta, os representantes dos trabalhadores para a segurança, higiene e saúde no trabalho.
"Lei do Tabaco": texto integral (link)
Publicado no Apdeites em 30.12.07.
Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007
Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2007
Houston, we don't have a problem

Depois do
Estas cabines foram pensadas mais para locais de trabalho do que para restaurantes e afins, mas sempre gostaria de entender porque diabo não existem já em aeroportos e gares, ou mesmo em aviões e comboios, por exemplo. O problema não é a inestimável saúde do "não-fumador"? Não é uma questão de "saúde pública"? E então, não se gastam milhões em coisas bem mais caras e de efeitos bem menores... ou totalmente nulos? E se for o próprio ou os próprios a pagar do seu bolso, também não pode?
Ah, pois, é a lei, e tal, e tal, e tal.
Publicado no Apdeites em 17.12.07.
Serviço Público
O blog Arrastão está a coligir dados para um ROTEIRO DO FUMADOR.
Se conhecer algum restaurante, café, bar, cervejaria, petiscaria, marisqueira, churrascaria, pizaria, gelataria, tasca, "boite", discoteca, prostíbulo*, cabaret, casa-de-pasto, pensão, hotel, albergue ou qualquer outro lugar público onde se possa fumar (cigarros), contribua para esta (verdadeira) causa: indique o nome e a localização do estabelecimento.
* "Prostíbulo" é uma palavra fina para designar aquilo que também é conhecido vulgarmente por bordel, casa de meninas, casa-de-putas, putedo, e não tão vulgarmente assim como alcouce, açougue, castelo, conventilho, alcoceifa, covil, harém, liceu (!), mancebia, porneia, porneu, putaria, puteiro, randevu (?), lupanar, serralho.
Renúncia de responsabilidades/Disclaimer
O Apdeites, enquanto sítio de respeito em geral e de tento na língua em particular, declina liminarmente qualquer espécie de responsabilidade que lhe possa ser assacada pelo facto de transcrever neste "post" o mais do que insuspeito, extremamente respeitável e científico até ao tutano "Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa". À cautela, que os tempos de vigilância pidesca não vão para brincadeiras, mais declara - o autor do dito sítio - que não poderá nunca ser acusado de incitação à prostituição, ou palermice que o valha, pelo simples facto de aqui ter arrolado uma série de sinónimos para a expressão "casa-de-putas", já que a finalidade deste arrolamento é meramente pedagógica e nunca por nunca outra merda qualquer. Por conseguinte, caros vigilantes da blogosfera, rameira que vos pariu.
Publicado no Apdeites em 17.12.07
Se conhecer algum restaurante, café, bar, cervejaria, petiscaria, marisqueira, churrascaria, pizaria, gelataria, tasca, "boite", discoteca, prostíbulo*, cabaret, casa-de-pasto, pensão, hotel, albergue ou qualquer outro lugar público onde se possa fumar (cigarros), contribua para esta (verdadeira) causa: indique o nome e a localização do estabelecimento.
* "Prostíbulo" é uma palavra fina para designar aquilo que também é conhecido vulgarmente por bordel, casa de meninas, casa-de-putas, putedo, e não tão vulgarmente assim como alcouce, açougue, castelo, conventilho, alcoceifa, covil, harém, liceu (!), mancebia, porneia, porneu, putaria, puteiro, randevu (?), lupanar, serralho.
Renúncia de responsabilidades/Disclaimer
O Apdeites, enquanto sítio de respeito em geral e de tento na língua em particular, declina liminarmente qualquer espécie de responsabilidade que lhe possa ser assacada pelo facto de transcrever neste "post" o mais do que insuspeito, extremamente respeitável e científico até ao tutano "Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa". À cautela, que os tempos de vigilância pidesca não vão para brincadeiras, mais declara - o autor do dito sítio - que não poderá nunca ser acusado de incitação à prostituição, ou palermice que o valha, pelo simples facto de aqui ter arrolado uma série de sinónimos para a expressão "casa-de-putas", já que a finalidade deste arrolamento é meramente pedagógica e nunca por nunca outra merda qualquer. Por conseguinte, caros vigilantes da blogosfera, rameira que vos pariu.
Publicado no Apdeites em 17.12.07
Segunda-feira, 26 de Novembro de 2007
Os dias da raça
arroz de cabidela
Tabaco
galheteiros
paliteiros
pauliteiros
jaquinzinhos
Bolos na praia
brinquedos com arestas
brinquedos sem arestas fabricados na China
restaurantes chineses
chinesas
chapeuzinhos chineses para bebidas
chapeuzinhos de Taiwan para bebidas
bebidas para pôr debaixo dos chapeuzinhos
colher-de-pau (os talheres de plástico, pode)
assadores em barro
bolas de Berlim
pão caseiro
queijo caseiro
comida caseira
seja o que for caseiro
caseiros
sem-abrigo não licenciados
sem-abrigo licenciados
Ginjinha do Rossio
ginjinha sem ser do Rossio
aguardente de medronho
vinho "americano"
jeropiga
zurrapas em geral
etecetera
Companheiros, amigos e camaradas.
Se ansiamos por uma raça pura e saudável. Se queremos uma sociedade higiénica e bem cuidada, para sempre livre de mistelas e de misturas. Se desejamos o apuro e o aprumo do português verdadeiro, antiquíssimo, vetusto, porém moderno e avançado, superior mesmo. Se é isto que pretendemos, acima de tudo, então estamos no bom caminho. (aplausos)
Não se trata exactamente de seleccionar os elementos mais preparados e geneticamente mais aptos. O que se pretende é apenas e tão só normalizar características para uniformizar carácteres e para formar, num futuro não muito distante, o novo homem lusitano: já não atarracado, analfabeto e de bigode, mas alto, de porte atlético, entre um metro e setenta e cinco e dois metros e dez, cento e vinte quilos no máximo, oitenta no mínimo, desportista militante, praticante de "jogging" e adepto de comida vegetariana, evidentemente não fumador, alérgico a tudo quanto cheire a álcool e a "junk-food". Eis pois o novo Português, esse que hoje é muitos e que amanhã será milhões, transpirando confiança, o capacete e as botas rebrilhando, sempre impecável no seu uniforme, orgulhoso e de porte militar, mai-la sua inconfundível conduta marcial. (aplausos)
O futuro apresenta-se radioso. Livres por fim e para todo o sempre do fumo, da comida de plástico, da ginja com elas e sem elas, dos automóveis sem dois catalizadores, dos enchidos não embalados a vácuo e de porcarias que tais, seremos os mais venturosos habitantes cá do torrão pátrio. (aplausos; gritos de "viva Portugal")
Liquidemos sem piedade essas outras ignomínias que ainda por aí empestam os ares, os vendedores de castanhas com os seus nojentos triciclos, aquelas mulherzinhas gordurosas, obesas, horrorosas, aquelas que vendem gelados e pacotes de batata frita nas praias. Trucidemos, por nossa fé e eivados da mais elevada crença, todos esses malvados alfarrabistas e antiquários, essa gentalha das coisas antigas, e velhas, e em segunda mão, queimemos-lhes a livralhada cheia de bicho e os tarecos infestados de caruncho. Encerremos sem dó nem piedade esses antros de micróbios e de salmonelas sortidas, as petisqueiras, com as suas moelinhas e as pratadas viscosas de caracóis e caracoletas, as casas-de-pasto e as tascas onde o pessoal se emborracha com tintol de péssima qualidade, e com imperiais servidas em copos nojentos, (aplausos) e com bagaços feitos sabe-se lá de quê, e tudo aquilo cheio de baratas e de cascas de pevides, o chão todo escarrado, uma estrumeira, que aquelas coisas só à base de lança-chamas, ou à bomba. Também disso havemos de dar conta, nós outros, não tarda nada. (aplausos; palavra de ordem: "somos o futuro")
Vale a pena a luta, camaradas. O futuro é já ali ao virar da esquina. Os sub-humanos já nem sabem onde se hão-de enfiar, agora que os fizemos saltar das suas tocas imundas. Havemos de encerrá-los a todos em guetos, onde poderão ainda - enquanto os deixarmos - fumar os seus malditos cigarros e assar as suas chouriças. (aplausos) E depois, camaradas, o próprio tempo se encarregará de os exterminar. Quanto àqueles que restarem, digamos, num prazo razoável, uns anos, poucos, teremos então a oportunidade histórica de os varrer para sempre da face da Terra. Não tenhamos medo das palavras, camaradas: há que levar a cabo a solução final, a verdadeira, a única, e com urgência. (aplausos)
Não toleraremos mais nem por mais tempo os velhadas inúteis, os aleijados, os estropiados, os inválidos em geral, toda essa escumalha que nada faz e tudo quer, esses malditos judeus dos tempos modernos, essa cambada de parasitas e agiotas, esses cabeludos malcheirosos que nunca vestiram um só fato-de-treino em toda a sua vil e desprezível existência. Aquilo é como as ratazanas, camaradas, não merecem mais do que o destino que lhes está traçado nos genes, a fogueira, o forno; pó e nada, eis o seu destino e a sua razão de ser. (aplausos)
Para que a nossa gloriosa raça sobreviva, é absolutamente necessário que desapareça a corja de inúteis e parasitas que vegetam à nossa sombra e que devoram as nossas sobras. Se eles não sabem a desgraça que são, se desconhecem a sua inutilidade e se recusam a sua evidente inviabilidade, se necessitam de quem lhes diga as coisas, se é preciso que alguém lhes explique, se precisam de quem lhes mostre uma solução, então nós dizemos-lhes, nós explicamos-lhes, nós mostramos-lhes: o vosso futuro está todo ali, naquela chaminé!
Até à vitória!
(ovação; palavra-de-ordem: "chaminé, chaminé")
publicado no Apdeites em 26.11.07




