Segunda-feira, 10 de Março de 2008

Um guia de restaurantes bem feito, ó

Não sei quem o faz ou fez e, confesso, descobri-o por mero acaso, via motor de busca. Parece-me que está actualizado mas, seja como for, é um dos melhores guias de restaurantes da zona de Lisboa que tenho visto. E dos restaurantes que lá estão, que nem são muitos, bastantes são para fumadores.

Aquilo deve ser algum aluno da Universidade Lusíada, a julgar pela linguagem juvenil e despreocupada, mas também poderá ser de algum professor ainda não muito entradote. Enfim, não interessa. Pelo menos até ver, este excelente guia está neste endereço e contém indicações tão preciosas como aquelas que a seguir se respingam, apenas para abrir o apetite.

Zé Barranquenho
Amadora
Av. Eduardo Jorge, 8D-2700 Amadora
(junto ao Metro da Falagueira)
934 913 018
15€
- Comidinha Alentejana muito bem feita. Tasco! É PRECISO MARCAR.
O Zé às vezes passa-se dos carretos...mas a filha atenua o estrago!

Muxaxo
Cascais Guincho
- Excelente vista. Paga-se por ela...e pelo pouco que se come.
Bom para levar a amázia!

Kais - Adega
Alcântara
R.Cintura Porto de Lisboa
25€
- Num armazém recuperado em cima restaurante e em baixo na Adega, come-se à javardona.
Rodízio de pratos tradicionais 30/40. Mesas compridas e um bocado barulhento...


Cumprimentos e agradecimentos ao ilustre e desconhecido autor. Fiquei cliente do guia.

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Arquive-se I



«As discotecas consideradas como "estabelecimentos de bebidas destinados a dança" com menos de 100 metros quadrados podem permitir fumar em todo o espaço, desde que cumpram os requisitos de sinalização, ventilação e extracção de fumo. Esta é a definição que consta de um acordo assinado na semana passada entre a Direcção-Geral de Saúde (DGS) e a Associação de Discotecas Nacional (ADN).

"As discotecas têm vários tipos de licenciamento e, no momento de aplicar a lei do tabaco, criou-se uma grande confusão. Por isso, pedimos à DGS para entrarmos em diálogo e chegarmos a um acordo quanto à interpretação", explica Francisco Tadeu, director executivo da ADN. "O que fizemos foi clarificar a lei, para que não restem dúvidas para os nossos associados e para evitar problemas em termos de vistorias e fiscalizações."

Assim, segundo o documento, a lei do tabaco é obrigatoriamente aplicada tendo por base a definição de discotecas como "locais de trabalho", "recintos de diversão e recintos destinados a espectáculos de natureza não artística" e "estabelecimentos de bebidas com espaços destinados a dança".

Quando consideradas "estabelecimentos de bebidas com espaços destinados a dança", com uma dimensão inferior a 100 metros quadrados, as discotecas podem optar por permitir ou não o fumo, desde que cumpram as regras quanto à qualidade do ar - ventilação e extracção do fumo - e tenham a sinalização adequada.

No caso de serem consideradas "estabelecimentos de bebidas com espaços destinados a dança" tendo mais de 100 metros e quando consideradas como "recintos de diversão e recintos destinados a espectáculos de natureza artística", as discotecas podem criar zonas de fumadores, com uma dimensão que será de 30% a 40% dos espaço total, consoante tenham ou não separação física.

As zonas para fumadores terão de estar identificadas através de dísticos, separadas fisicamente ou com um dispositivo de ventilação, desde que autónomo - para evitar que o fumo se espalhe - e uma ventilação para o exterior.

De acordo com a Lusa, o documento refere ainda que a melhor opção para espaços maiores é a separação física, uma vez que "quanto maior o espaço, mais difícil será a possibilidade de criar uma área para fumadores sem separação física cumprindo os requisitos da ventilação e extracção."

"Trata-se de uma clarificação. Assim, os nossos associados sabem como interpretar a lei e como terão de agir", explica Francisco Tadeu, ressalvando, no entanto, que entre os cerca de mil espaços de diversão representados pela ADN não tem havido grandes problemas. "Estamos a cumprir a lei. Os nossos associado estão a aplicar as normas em vigor. É uma pena termos que dividir as pessoas que fumam e não fumam, porque são espaços de diversão, mas temos que o fazer."

Isto não significa que a associação esteja contente com a lei do tabaco. "Esta é a lei que temos e enquanto estiver em vigor temos que a cumprir, daí a necessidade de esclarecer a sua interpretação. Mas não desistimos de lutar pela mudança na lei", afirma Francisco Tadeu.

Neste momento, a associação encontra-se a recolher estudos de forma a tentar provar que a lei do tabaco contraria a lei da qualidade do ar. "Para pedir uma mudança da lei à Assembleia da República temos que ter uma fundamentação", explica Francisco Tadeu, sem perder a esperança
.|»

Diário de Notícias, 10.03.08


Esta colagem integral, de texto e imagem, tem todo o interesse histórico e justifica-se pelos desenvolvimentos que se adivinham num futuro não muito distante. Veremos quanto tempo dura esta "modalidade" abaixo dos 100 metros quadrados ou quando e quanto variará a percentagem de espaço para fumadores em função do total. Isto é realmente muito giro, porque muda semana sim semana não. Siga a dança.

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Sexta-feira, 7 de Março de 2008

Museu do Fumador (França)

Le Musée du Fumeur



Le musée du Fumeur
7 rue Pache
75011 Paris
(Métro Voltaire, sortie Roquette)
Tél. (+33) 01 46 59 05 51
Tél. (+33) 01 43 71 95 51
Fax (+33) 01 43 73 24 35
• Ouvert tous les jours (sauf lundi) de 14h à 19h
• Entrée : 4 euros / T.R. 3 euros
• Entrée libre à la librairie-boutique
• Fermé le 25 décembre, le 1er janvier et le 1er mai
• Fermé la 1re semaine de janvier et du 30 juillet au 20 août inclus


Exibir mapa ampliado

Não se iludam, camaradinhas. Aposto que nem neste museu é permitido fumar. Mas vá lá. A gente respira fundo e aguenta uma meia horita sem respirar, lá dentro.

Créditos pela boa nova ao excelente blog do companheiro pintor Fernando Campos, do blog Sítio dos Desenhos.

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"O Sítio do Fumador"

Quinta-feira, 6 de Março de 2008

Arqueologia da fumaça - IV


link

Companheiros, vocês ponham os olhinhos nisto. Um anúncio da Philip Morris com mais de oito minutos, oito!

Nele se diz, entre outras pérolas com mais de cinquenta e tal anos, que aquela marca é excelente para a saúde em geral e para o catarro em particular! Que não dá ressaca! Que abre o apetite (e fecha-o, se um gajo for gordo). Que um porradal de médicos e cientistas estudaram, analisaram, espiolharam o tabaquito lá da fábrica e acharam aquela merda espantosa, excelente, um primor, mesmo a calhar para casos de tuberculose, rouquidão, calos, piorreia, queda do cabelo, mamas descaídas, hemorroidal, inveja e mau-olhado.

Pessoal, é de ver. Já está na Galeria, pois claro. Porra. Que documento. Como dizia o outro: 'tou marabilhado.

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Terça-feira, 4 de Março de 2008

Arqueologia da fumaça - III



Equinócio

Chega-se a este ponto em que se fica à espera
Em que apetece um ombro o pano de um teatro
um passeio de noite a sós de bicicleta
o riso que ninguém reteve num retrato

Folheia-se num bar o horário da Morte
Encomenda-se um gin enquanto ela não chega
Loucura foi não ter incendiado o bosque
Já não sei em que mês se deu aquela cena

Chega-se a este ponto Arrepiar caminho
Soletrar no passado a imagem do futuro
Abrir uma janela Acender o cachimbo
para deixar no mundo uma herança de fumo


Rola mais um trovão Chega-se a este ponto
em que apetece um ombro e nos pedem um sabre
Em que a rota do Sol é a roda do sono
Chega-se a este ponto em que a gente não sabe


DO TEMPO AO CORAÇÃO, GUIMARÃES EDITORES, LISBOA, 1966, P. 31
David Mourão Ferreira

«David de Jesus Mourão-Ferreira nasceu em Lisboa em 1927 e faleceu, na mesma cidade, em 1996. Frequentou a Faculdade de Letras de Lisboa onde se formou em Filologia Românica. Foi professor desta mesma Faculdade.

David Mourão-Ferreira distinguiu-se como poeta, professor e deixou uma obra considerável a nível da crítica literária.»



Fonte (copy/paste): A Poesia Eterna, por Marco Dias.

Imagem (autoria desconhecida) alojada no site Janela Urbana.

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Descubra as diferenças


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Letras a 60 dias

Confesso que já por diversas vezes tive o indicador em cima do botão. Um click, a confirmaçãozita da ordem ("are you sure?") e pronto, bingo: acabou-se o Baforadas, foi à vida o sítio. Finito. Que se lixe.

Claro que me chateia atirar com este trabalho todo borda fora, principalmente com os mapas, e de mais a mais agora que acabo de (sim, pois, eu sei, finalmente) pôr on-line os ficheiros POI.

Afinal, para quê e para quem esta trabalheira toda? Valerá a pena? Qual é o troco ou será que existe alguma espécie de troco, ao menos?

Bem, assim uma resposta curta e grossa? Não. Não há. O que há, é o costume, o "bom" e velho costume português da carneirada, a técnica portuguesa da "Maria vai c'as outras"; ou seja, depois de uns quinze dias, talvez três semanas, no máximo, de estrebuche e de berreiro sortido, o português típico, neste caso o fumador, acabou por meter a viola no saco e por ir à vidinha, na maior das calmas, perfeitamente conformado com a sua sorte.

Ainda a "lei do tabaco" não fez três meses, ainda nem sequer lhe rebentaram os dentinhos de leite, e já o fumador português acha normalíssimo rapar um frio de rachar à porta do centro comercial mais fino ou da tasca mais rasca do país, enquanto despacha à pressa o seu cigarrito criminoso. A lavagem ao cérebro tem sido de tal forma eficaz (como se sabe, a lavagem é tanto mais eficaz quanto menor for a quantidade de matéria a lavar), que são os próprios fumadores que, pressurosamente, se aprestam a fornecer "opiniões" favoráveis às extraordinárias medidas de "protecção" da "saúde pública" que inventam as chamadas autoridades. Perdão. Retiro o termo "inventam"; não inventam nada; quem inventou esse tipo de tretas não foram as nossas autoridades; sequer a invenção é coisa recente; já nos idos de 30 do século passado este género de patranhas fez furor e contribuiu, pelos vistos decisivamente, para a ascensão do Partido (Nacional) Socialista ao Poder. Adiante.

Já se notam os típicos sintomas de lassidão, o deixandar da ordem, aquilo que nos distingue, enfim, no chamado concerto das nações. O Português adora, pelos vistos e como de novo se verifica, levar porrada nos cornos. É cá um palpite que eu tenho, apenas isso, mas "quer-me parecer" que, de resto, o Português típico não quer nem deseja outra coisa que não bordoada, cacete, chicote, rédea curta. Andar de mansinho e falar pianinho. Isto da beata murcha e apagada, não é caricatura - é paradigma. Refilou por desfastio, mas só um bocadinho e até levar a primeira cacetada; assim que a primeira lhe acertou, o portuguesito amochou, embatucou, calou. O portuguesito é assim mesmo. Um caladito. Um morcãozito que verga a mola ao primeiro sinal de borrasca. É o gajo que não quer chatices com ninguém, por definição, e muito menos com gente de farda ou de cifrões, o que vem a ser quase toda a gente.

Ao princípio, ainda havia umas lérias, umas discussões, umas tertúlias, e assim. Agora, trinta e tal dias depois, piu. Népia. O excelente fórum cá do sítio, por exemplo, essa linda ferramenta que tive a peregrina ideia de criar, ali está positivamente às moscas, a colher e a acolher anúncios pornográficos, muito útil para quem procura extensões penianas e coisas que tais, totalmente inútil para e sem nada a ver com o tabaco, os fumadores ou o fumo. Enfim, uma tristeza. Mais uns dias e, se não for o site inteiro, pelo menos o raio do fórum lá terá de ir de vela, visto não estar ali a fazer nada.

De todos os militantes da minha tertúlia particular, apenas resta um elemento que boicota sistematicamente os locais reservados a não fumadores. Adivinhem quem. Pois. Eu. Moi. Toda a gente, um por um, uma por uma, por isto e por aquilo, principalmente por aquilo, se foi rendendo à "inevitabilidade" das circunstâncias, ou lá o que é. Ah, sim? Pois eu cá não vou a restaurantes ou cafés onde não se possa fumar de todo. De todo.

Já que estamos em maré de balanço dos 60 dias, por assim dizer, referência a outra tanga também aqui antes mencionada, aquela dos clubes privados; até agora, pelo menos, não se viu nada. Pode ser que, um destes dias (ou meses, ou anos, ou décadas), apareça por aí qualquer coisinha, mas sinceramente não me parece; aquilo deve ter sido lá um arremedo daquela prestigiosa associação de comerciantes. É outra característica portuguesa: o entusiasmo inicial. "Vamos fazer isto e aquilo?", ocorre a alguém perguntar, amiúde; "'bora!", é a invariável, arrebatada, possessa, histérica, patriótica resposta dos circunstantes. Bom, mas a coisa dá trabalho... Ah... Ehrrr... Dá trabalh.. Aaahhh... E não é p'ra dar lucro... Eeeee... Não é p'ra dar lucr... Eeee... Ehrrr... Bem...

Pois. Nada feito. Esquece lá isso, meu. 'Bora lá fazer mazé mais uma esplanada c'um ganda som, pomos uma P.A. com 2000 por canal, 4 canais em torre, tázaver, meu, prontsh, aquilo assim é ao ar livre, tázaver, a gente cobre tudo com lonas (olha, inda por cima é à borliú, os gajos das marcas pagam as lonas e tudo), e pronto, ficamos c'uma discoteca baril, aquilo é ao ar livre, já tinha dito?, é fumadores, é não fumadores, até podemos servir uns comes, uns burriés, e assim, hã, mais fixe não podia, yá?

São uns cómicos, estes militantes da causa da saúde pública, estes adeptos da protecção contra o "fumo passivo". Alguns deles, note-se, muitos deles até, verdadeiros fumadores, não de tabaco, essa horrível substância, mas de outras, hoje em dia socialmente aceites e bem vistas. Veremos, já no próximo Verão, que se aproxima a passos largos, como irão conviver - certamente com alegria e em sã convivência - as duas comunidades de viciados, os toxicodependentes e os maníacos da saúde. Curioso, e sociologicamente porventura interessante, poderá vir a ser observar também a forma como interagem estes dois grupos connosco, fumadores; sinceramente, palpita-me que não vão gostar muito de nos ver ali, nas "suas" esplanadas. Palpita-me mais: palpita-me que vai haver porrada de criar bicho, no Verão, por essas esplanadas fora, no nosso querido Portugal. Não é por nada. É cá por coisas.

Por fim, e apenas para aproveitar a boleia do post, gostaria de deixar aqui uma pergunta que me ocorreu enquanto dormia. Diz-me a experiência que não se deve deixar engasgadas perguntas que nos ocorrem durante o sono. Não sei porquê, mas pronto. A pergunta é a seguinte: os bombeiros podem fumar em serviço?

E, já agora: é permitido fumar nos incêndios?

Responda quem não souber.

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Domingo, 2 de Março de 2008

A beleza emudece





Imagem de Sofia (em Imeem)

Galeria de som, vídeo e imagem (em construção).

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O Guerra já era. Agora é a guerra

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Lei do Tabaco: Bar do Porto fecha por falta de clientes
Porto, 01 Mar (Lusa) - O Bar Guerra, no Porto, vai deixar de funcionar a partir de domingo, por falta de clientes desde que entrou em vigor a Lei do Tabaco, em 01 de Janeiro, disse à agência Lusa fonte empresarial.
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"Desde o princípio de Janeiro que começou logo a ter quebras, porque era uma clientela fumadora", disse à Lusa o presidente da Associação de Bares da Zona Histórica do Porto (ABZHP), António Fonseca.
O empresário referiu que o Bar Guerra, situado no início da Rua do Heroísmo, "não tem espaço ao ar livre", pelo que não teve alternativa que não fosse impedir os clientes de fumar.
"É a primeira vítima da Lei do Tabaco e poderá ser o princípio de uma bola de neve. Em 2004, na Irlanda, fecharam 600 bares" por causa de uma lei semelhante, salientou.
António Fonseca disse que o Bar Guerra, "um bar típico de rock dos anos 70, com uma decoração de baterias e guitarras", vai abrir hoje pela última vez, permitindo a todos os clientes que fumem à vontade.
Para António Fonseca, "as ameaças da ASAE e a ambiguidade da Lei do Tabaco" estão a causar muita perturbação no sector,
O presidente da ABZHP criticou o director-geral da Saúde, Francisco George, por ainda não ter respondido a dois requerimentos sobre a aplicação da Lei do Tabaco aos clubes reservados a sócios que tenham zona de bar.
FZ.
Lusa/Fim
© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.2008-03-01 22:25:01

Notícia RTP


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